sábado, 24 de dezembro de 2011
nunca
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O outro lado
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Salão Vazio
Ela pergunta ao pó...
Não faz mais sentido voltar,
Diz à teia de aranha vazia na parede
Então espera, em silêncio
O eco responder...
O sopro do vento balança a cortina
E apaga a vela.
Seu coração estremece.
Reluzem no chão, refletindo a lua
Pequenos pedaços de vidro
Aos pés de um retrato partido
Cuja foto, em preto em branco,
Há muito desgastada
Lentamente, parecia desaparecer ...
Quem posava ao seu lado?
Não saberia mais dizer.
E isso era tudo o que restava
Daquele imenso salão abandonado.
Passo a passo, devagar,
Sem direção, com atenção
Como se lá estivesse pela primeira vez
Um espelho enferrujado...
Ah! Como mudam, com o tempo
Os reflexos do passado...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Levantar, carregar, apoiar, empurrar

Levantar, carregar, apoiar, empurrar! Levantar, carregar, apoiar, empurrar!
Ah! chega, preciso de uma folga, tomar um ar, um sol. Afinal, por que elas não podem receber luz? Nem uma janela que seja pra que pelo menos saia esse cheiro ruim. Me dá dor de cabeça.
Levantar, carregar, apoiar, empurrar! Malditas caixas. O pior é que não consigo descobrir o que protegem, não posso deixar cair e nem apoiar de outro jeito a não ser “este lado para cima”. Só tem um aviso de “frágil”.
Será que escrevendo “frágil” na minha coluna o patrão me dá um alívio? Tá, vai sonhando... Aquele lá só pensa no dinheiro, e quanto mais ganha menos paga!
Levantar, carregar, apoiar, empurrar! Ainda falta meia hora pra hora do almoço... Acho que vou ficar um pouco mais pra que a parte da tarde seja mais curta. Assim a hora de ir chega mais rápido.
Terminando essa fileira eu paro e vou tomar uma água, não aguento mais!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Melodia
domingo, 24 de julho de 2011
vai vida
a minha, a da mãe e a do pai
minha vida passa
meu coração corre
meu amor morre
nem q a dor melhore
eu, tu, ele, tudo
morre


